terça-feira, 13 de setembro de 2016

ARTROPODES

Os artrópodes são um filo do reino animal. Seus representantes constituem inúmeras espécies, desde joaninhas até borboletas. São triblásticos, esquizocelamados, protostômios e possuem metameria (segmentação corporal). A circulação é aberta (ou seja, o sangue não circula apenas dentro dos vasos; ele começa dentro deles e depois "deságua" em uma cavidade, irrigando o resto do corpo). O sistema nervoso é constituído de gânglios cerebrais e têm órgãos dos sentidos bem desenvolvidos (olhos, antenas e pelos táteis, cerdas). Em suma, são animais muito presentes em nosso dia a dia- não apenas no ambiente- mas também envolvidos na indústria farmacêutica e na produção de tecidos, por exemplo. A seguir, confira curiosidades, imagens e informações a respeito do filo.

MOLUSCOS



Moluscos

De todos os filos, o que apresenta características mais variadas é o dos moluscos, logo que podem ter alguns milímetros ou vários metros; o corpo pode ser coberto por urna concha (caracóis) ou duas (ostras) ou pode ser nu (polvo); vivem desde o fundo do mar até no topo das montanhas; podem ser fixos nas rochas (ostras, mexilhões), nadar livremente (lula), se arrastar na terra (lesmas). Embora existam tantas diferenças entre os componentes desse filo, há características essenciais entre eles:

· Triblásticos ( possuem ecto, endo e mesoderme)

· Celmados (uma cavidade embrionária preenchida por fluído celômico e revestida por mesoderme)

· Protostômios( desenvolvem primeiramente a boca)

· Possuem corpo mole não segmentado e simetria bilateral

· Sistema nervoso constituído por uma cadeia de gânglios(sistema nervoso é formado por dois cordões nervosos com formato de escada. Nos nós da escada aparecem os gânglios, que são os locais onde se acumulam os corpos celulares dos neurônios e de onde partem e chegam outros nervos

· Circulação aberta ou lacunar

· Excreção de nefrídeos

Os moluscos são divididos em 7 classes:

GASTROPODA (s/ concha ou c/ concha univalve - únicos terrestres)


APLACOPHORA (sem valvas)


MONOPLACOPHORA (uma valva)


POLYPLACOPHORA (oito valvas dorsais ou mais)

SCAPHOPODA (concha em cone aberta em ambos os lados)

BIVALVIA (filtradores com apenas duas conchas)

CEPHALOPODA (braços com ventosas)

ANELIDEOS

Não é só para isca de pesca que os anelídeos servem. A minhoca, por exemplo, aumenta a aeração e a circulação da água no solo, tornando-o propício para a agricultura. As sanguessugas foram e ainda são muito usadas na medicina e há também anelídeos que são usados na culinária de alguns povos, logo que são uma ótima fonte de proteína.

É nos anelídeos que o sistema circulatório surge pela primeira vez. O sangue desses animais possui hemoglobina, o mesmo pigmento que possuímos no nosso sangue para transportar gases. Eles são animais surpreendentes e podem ter diversos corações para bombear o sangue por todo o seu corpo.

Os anelídeos são os únicos vermes dotados de celoma, ou seja, uma cavidade do corpo inteiramente delimitada pela mesoderme. O corpo é revestido por um tecido epitelial simples, que secreta uma cutícula delicada, protegendo o organismo contra a desidratação

Há, no filo dos anelídeos, aproximadamente 10.000 espécies incluindo animais de vida livre, aquáticos, terrestres, ectoparasitas e endoparasitas. Essas 10.000 espécies se dividem em três grupos: os oligoquetas, os poliquetas e os hirudíneos.





OLIGOQUETAS (MINHOCAS):


Muitas pessoas, principalmente as crianças, acham que se cortar uma minhoca ao meio, ela se tornará duas. Antes que você também resolva fazer tal experiência, saiba que isso é um mito. Ninguém sabe a origem desse mito, mas há uma grande probabilidade de ele ter surgido da associação que muita gente faz da minhoca com a planária, um parente próximo. Esse verme, que é um platelminto, é capaz, sim, de se dividir e formar dois. A minhoca, apesar de ter uma incrível capacidade de regeneração, não tem a capacidade de formar duas de si. Mas se cortada ao meio, apenas a parte que tem a boca formará uma nova minhoca, logo que ela continuará se alimentando.


A nossa vida está diretamente ligada as atividades das minhocas devido a importante atuação delas na preparação, manutenção e recuperação dos solos férteis para o plantio. Elas conseguem transformar, significativamente, as condições físicas do solo onde vivem, logo que escavam redes de galerias que favorecem a aeração, drenagem, absorção e retenção da água, além de tornarem o solo homogêneo. Esses incríveis anelídeos alimentam-se dos detritos orgânicos presentes no solo e os seus resíduos digestivos são ricos em todas as substancias necessárias ao desenvolvimento da vida vegetal.


As minhocas são sensíveis ao frio, a excesso de umidade, solos muito ácidos ou muito básicos. Seus segmentos variam de número entre sete para as minhocas menores de quatro centímetros e quinhentos para os minhocuçus, que podem chegar a dois metros de comprimento.


A maior minhoca encontrada até hoje é a gigante australiana, que pode chegar a três metros e meio.


Elas são hermafroditas, isto é, cada uma possui testículos e ovários, mas não são capazes de se reproduzir sozinha. É necessário uma outra para haver a troca de espermatozoides para a reprodução através da reprodução cruzada


Na cópula elas se ligam pelo clitelo( órgão reprodutor) e se separam depois da troca de espermatozoides.


Uma curiosidade é que elas estão sempre mudando de território, quando o solo já foi 100% reciclado por elas. Depois de um tempo, elas voltam para comer os novos detritos.


A excreção das minhocas ocorre pelos poros próximos aos anéis e o muco viscoso que sai pela pele , além de impermeabilizar as paredes das galerias , tem propriedades imunizadoras

POLIQUETAS

Geralmente marinhos, os poliquetas são, como o próprio nome diz, animais com muitas cerdas. Os poliquetas são carnívoros e apresentam mandíbulas para capturar o alimento.

Muitos deles são consumidos como alimento, principalmente o grande poliqueta Eunice veridis conhecido como “palolo”, que é comido por povos de certas ilhas na Polinésia no Pacífico

Alguns poliquetas fazem reprodução assexuada por equizogenese, ou seja, há uma fragmentação do corpo e cada “pedaço” se desenvolve formando um novo indivíduo. Porém, mais comumente, há reprodução sexuada

HIRUDÍNEOS (SANGUESSUGAS)
As sanguessugas podem viver em ambiente aquáticos( mar ou água doce) ou terrestres. São ectoparasitas que podem provocar hemorragias as quais podem durar de 6 a 12 horas devido a uma substância anticoagulante encontrada em suas glândulas salivares.
Esses animais foram, durante muitos anos, utilizados na medicina com o objetivo de auxiliar na terapia de muitos males, através das sangrias, logo que , como a medicina não era muito desenvolvida, havia uma escassez de opções terapêuticas para “curar” tais males.

NEMATOIDES

Também conhecidos por vermes cilíndricos, os nematóides são animais interessantíssimos, de elevada adaptação aos seus habitats.
Características:

Triblásticos



Representação dos 3 tecidos de um nematóide ("pele" derivada da ectoderme, "musculos" derivada da mesoderme e "revestimento da cavidade digestória" derivada da endoderme), em comparação a outros filos de animais (platelmintos e anelídeos respectivamente).

Pseudocelomados







Acima, vemos várias ilustração a respeito do tipo de cavidade corporal dos nematóide: pseudoceloma. Nas 3 primeiras imagens, são feitas várias comparações desse filo com outros filos de animais (platelmintos e anelídeos), com o intuito de melhor exemplificar o conteúdo.
Protostômios




De modo similar aos platelmintos, os nematoides também são considerados protostômios, pois seu arquêntero dá origem à boca, como demonstra o esquema a cima.

Vida livre ou parasitária






Como pode ser visto, os nemaltoides são um filo muito amplo, com diversas especializações e habitats. Na primeira imagem, vemos um "bloco" de terra onde, provavelmente, se encontrarão várias espécies de animais, alguns, inclusive, nematóides. Na segunda, vemos um exemplo de parasita: a lombriga (a mesma do início do texto).

Sistema Digestório




Em comparação a filos anteriores, esses animais apresentam sistemas mais complexos, como por exemplo, o digestório já é completo (digestão extra e intracelular), com vários órgãos diferenciados (faringe e intestino).

Sistema Nervoso



Apresentão um sistema nervoso muito similiar aos dos platelmintos, com pouca "cefalização" (formando gânglios, por isso, ganglionar) e dois cordões nervosos que seguem ao longo do corpo.

Sistema Excretor



Apresentam uma estrutura especializada, renete (estrutura a cima), para a excreção, o que os torna bastante resistentes a regiões secas, podendo, assim, viver na terra.
Sistema Reprodutor



ttp://www.infoescola.com/animais/sistema-reprodutor-dos-nematelmintos/


Na imagem acima, vemos em detalhes a constituição dos sistemas reprodutores de cada sexo (dióico normalmente, com dimorfia sexual).

Cutícula


Em B, vemos a localização da cutícula protetora, o que permite ao parasita resistir ao sistema digestório de sua presa (permite que lombrigas resistam à acidez de nosso estômago).

Reprodução


A reprodução é exclusivamente sexuada, e eles são seres dioicos (possuem macho e fêmea) na maioria dos casos. Além disso, fazem fecundação interna e seus gametas não são flagelados (curiosamente, nenhuma célula dos nematóide é ciliada ou flagelada).
Doenças humanas causadas por nematoides







Medidas profiláticas: saneamento básico, higiene pessoal e lavas bem os alimentos.



Medidas profiláticas: combater o inseto (telas para inseto, repelente, inseticidas e etc)


http://interna.coceducacao.com.br/ebook/pages/1940.htm

Medidas profiláticas: não andar descalço e saneamento básico (destinação correta das fezes)

PLATELMINTOS



Trata-se de um filo do Reino Animallia, cujo principal e mais clássico representante é a planária. Este filo representa um enorme avanço evolutivo, com o surgimento de diversas características ícones de tal reino e comuns ao nosso cotidiano (tal como a bilateralidade).


Características:


Triblásticos (endo, meso e ectoderme)


Protostômios


Acelomados


Acelomados


Vida livre (predadores) e parasita


Tamanho variado


Sistema Digestório


Sistema Nervoso


Sistema excretor


Sistema Reprodutor (podem ser tanto dioicos quanto monoicos)


Apresentam célula-flama






Possuem um sistema digestório incompleto (sem ânus) que se espalha pelo corpo, para permitir a distribuição dos nutrientes. Apresentam digestão extra e intracelular. Certas espécies (planárias por exemplo) possuem uma faringe protuberante que serve para melhor engolir o alimento.


































































quarta-feira, 15 de junho de 2016



CNIDÁRIOS

1. Características Gerais

­ O nome cnidário se deve a uma célula especial localizada nos tentáculos chamada cnidócito, que serve para a captura de alimento e para a defesa do animal. Dentro dos cnidócito há uma cápsula (nematocisto), que contém uma espécie de fio enrolado com uma ponta que funciona como um arpão. Quando o cnidócito é tocado, a cápsula se abre e o fio se desenrola e sua ponta penetra na pele da presa, injetando nela uma toxina que pode paralisar e até matar pequenos. Os cnidários subdividem-­se em dois tipos:

os pólipos, que geralmente tem formato cilíndrico e a boca localiza-­se na parte superior do corpo rodeada de tentáculos; vivem fixos em substratos presentes no ambiente aquático e as medusas, que apresentam corpo gelatinoso em forma de “guarda-­chuva” concavidade inferior do corpo. Vivem livres nadando ativamente;

­ Além disto, os cnidários também foram os primeiros do reino metazoa a desenvolverem tecidos verdadeiros, que são a epiderme (originada pela ectoderme do embrião) e a gastroderme (originada pela endoderme do Os cnidários também foram a primeira filo a apresentar um sistema nervoso do tipo difuso, ou seja, onde os neurônios estão espalhados no corpo do animal, formando, então, uma rede; Seu corpo é baseado em simetria radial, ou seja, partindo do centro do corpo do animal, se tracejarmos linhas a fim de dividi-­lo, todas as partes de seu corpo ficaram de igual tamanho; Os cnidários foram os primeiros organismos a originar a boca, esta originada do blastóporo da gástrula. A boca separa o intestino do meio. Principalmente nas formas de medusa, os cnidários apresentam tentáculos que circundam a boca, que tem por objetivo ajudar na captura da presa e, também, na defesa do organismo;

2. Alimentação

­ Quando um animal encosta em um cnidário, ele movimenta os tentáculos, e os filamentos urticantes dos cnidócitos são disparados e paralisam a presa. Ela, então, é empurrada pelos tentáculos para dentro da cavidade central e começa a ser digerida. Os resíduos das células saem pela boca, visto que os cnidários apesar de possuírem boca, não possuem ânus; O gás oxigênio dissolvido na água entra pela epiderme e por ela sai o gás carbônico resultante da respiração celular;

3. Reprodução (ciclo de vida)

Os cnidários podem se reproduzir de forma assexuada ou sexuada; Sua reprodução assexuada acontece por brotamento: forma-se um broto no animal. Se for um animal solitário, o broto se solta e forma outro indivíduo. Se for uma colônia, o novo indivíduo aumenta o número de indivíduos da mesma. Já na reprodução sexuada, ocorre a metagênese: formação de espermatozoides que nadam até outro cnidário, fecundando seu óvulo e originando outro animal geneticamente diferente daqueles que lhe deram origem;

4. Classificação

Os cnidários podem ser classificados em 4 tipos: hydrozoa (hidras, caravelas), scyphozoa (águas-vivas), anthozoa (anêmonas, corais) e cubozoa (vespa do pacífico); Os hydrozoa são majoritariamente marinhos e alguns possuem estágio de medusa e pólipo em sua vida. Os scyphozoa são totalmente marinhos, o estágio de pólipo é reduzido e os animais podem chegar a possuir 2 metros de diâmetro, como acontece com algumas águas-vivas. Nos anthozoa, não há a fase de medusa e todos os animais são marinhos. E, por fim, nos cubozoa, todos os animais são marinhos e uma espécie desta classe é a vespa-­do-mar, um animal extremamente venenoso que pode chegar, inclusive, a ter cerca de 5 metros de diâmetro. Felizmente, esta só pode ser encontrada no litoral australiano;

5. Corais

Os corais são cnidários que produzem um esqueleto calcário: são pólipos que vivem em colônias. Cada pólipo forma um esqueleto calcário que se preserva mesmo depois da morte do animal e, dessa forma, vão se acumulando esqueletos e mais esqueletos. Se isso acontecer por milhares ou até milhões de anos, é possível a formação de ilhas inteiras feitas por corais; Os corais preferem águas quentes e rasas, por isso são comuns no litoral do nordeste Brasileiro. A maior quantidade de corais do mundo fica a nordeste da Austrália. Trata-se de uma barreira com 2 mil quilômetros de corais. É a maior construção feita por seres vivos que se conhece.
FUNGI

O reino Fungi é um grande grupo de organismos eucariotos, no qual os membros são denominados fungos, e são nele inclusos tanto micro-organismos como leveduras e bolores como os cogumelos, que nos são mais familiares. Os fungos são separados de outros reinos, como as plantas, animais, bactérias e protozoários, e uma grande diferença é o fato de as paredes celulares apresentarem quitina, ao contrário das células vegetais, que contêm celulose.
Principais características:
·         Eucariotos;
·         Não apresentam cloroplasto nem celulose;
·         Heterotróficos por decomposição e absorção;
·         Produzem esporos;
·         Possuem um reforço de quitina na parede celular;
·         Apresentam células estruturais tubulares, alongadas e filamentosas chamadas de hifas, que juntas formam o micélio;
·         Podem ser tanto multicelulares como unicelulares;
·         Apresentam digestão extracelular;
·         São seres aeróbios obrigatórios;
·         Formam colônias;
·         Vivem em locais úmidos e ricos em matéria orgânica;
Curiosidades: algumas espécies de fungos apresentam bioluminescência.
Reprodução:
A reprodução dos fungos é complexa, refletindo as diferenças de modos de vida e das constituições genéticas existentes neste reino. Pode ser sexuada ou, em sua maior parte, assexuada.
Reprodução assexuada:
A reprodução assexuada por meio de esporos vegetativos (conídios) ou através da fragmentação do micélio é muito usual nos fungos; ela mantém populações clonais adaptados a um nicho ecológico específico e permite uma dispersão mais rápida do que a reprodução sexuada.
Reprodução sexuada:
Existe em todos os filos de fungos. Difere em muitos aspectos da sexuada de animais e plantas. Existem também diferenças entre classes de fungos, as quais podem ser utilizadas para determinar espécies em função da sua morfofisiologia nas estruturas sexuais e nos métodos de reprodução. Algumas espécies permitem o acasalamento apenas entre indivíduos de tipo reprodutor oposto, enquanto outras podem acasalar-se e reproduzir-se sexuadamente com qualquer outro indivíduo ou consigo mesmo, pelo fato de apresentarem uma estrutura sexual completa, tanto “masculina” como “feminina”.
Os fungos são divididos em quatro grandes grupos: Quitridiomicetos, Zigomicetos, Ascomicetos e Basidiomicetos.


QUITRIDIOMICETOS:
São os prováveis ancestrais dos fungos, vivem em ambientes aquosos ou solo úmidos próximos a represas, rios e lagos. Vivem da absorção de matéria orgânica que decompõem e, diversas vezes, parasitam algas, protozoários, outros fungos, plantas e animais. Grande parte é unicelular e eles vivem em colônias. Os quitridiomicetos constituem cerca de 800 espécies e, ao serem comparadas com as demais, são consideradas menos especializadas. Uma das suas principais características é a presença de células dotadas de flagelo em algumas fases da vida, que são os responsáveis pela sua locomoção.
                              
ZIGOMICETOS:
Os zigomicetos são fungos terrestres, em sua maioria, saprófitas e também parasitas, vivendo no solo e alimentando-se de matéria orgânica morta. Não possuem esporos flagelados, e na reprodução sexuada produzem zigósporos, ou seja, zigotos na parede espessa e resistente, podendo sobreviver em ambientes com péssimas condições. Esses fungos constituíam um problema em relação à alimentação humana antes de os antifúngicos serem adicionados na fabricação dos alimentos. Possuem células tubulares e filamentosas, com seu corpo formado por hifas cenocíticas, são utilizados na produção de produtos valiosos e vivem em locais úmidos, sem presença da luz solar, e decompõem matéria orgânica. A espécie Rhizopus stolonifer é o bolor que vemos quando pães e frutas ficam expostos por muito tempo. O bolor se alimenta de substratos repletos de açúcares e umidade.
Na reprodução dos zigomicetos, as hifas produzem enzimas que digerem extracelularmente a matéria orgânica do substrato, que é então absorvida, permitindo o crescimento do micélio. As hifas reprodutoras crescem para fora do substrato e formam no ápice suas estruturas assexuadas denominadas esporângios, que quando amadurecem (podendo mudar de coloração) liberam esporos para o ar. Os esporângios podem conter desde algumas dezenas até várias centenas de, que na maturidade formam massas secas e pulverulentas, permitindo sua dispersão pelo vento ou, quando molhados, com contato direto com diversos vetores.  
A principal característica distintiva dos Zygomycota vem de sua reprodução sexuada: o zigósporo, um esporo de resistência formado pela fusão de duas hifas denominadas gametângios. A fusão pode ocorrer entre gametângios de diferentes micélios ou de um mesmo micélio, dependendo da espécie. Quando gametângios compatíveis se encontram, suas paredes se fundem, permitindo a mistura dos protoplastos e a fusão dos respectivos núcleos. A célula resultante cresce, formando o zigosporângio, que muda seu aspecto para cada espécie estudada.



ASCOMICETOS:
Entre as principais características apresentadas pelos Ascomycetes, pode-se citar os micélios septados, com glucanas, e a produção de um tipo especial esporângio, denominado asco. Nos ascomicetos, há duas formas de reprodução bem distintas e, apesar disso, sua classificação é feita com base nas estruturas reprodutivas. A reprodução sexuada ocorre da seguinte forma: as hifas homocarióticas formam os ascogônios e os anterídios. Quando os dois se encontram e são compatíveis, ocorre a plasmogamia, que é a fusão parcial destas estruturas.
Na estrutura feminina (ascogônios) irão surgir hifas com núcleos haploides e heterocarióticos, pois são resultado da fusão de dois talos. Na extremidade destas hifas formam-se ganchos, por onde cresce o micélio, formando células com dois núcleos. Um tempo depois, ocorre a cariogamia, formando um núcleo diploide, e por meiose forma 4 núcleos haploides, logo após sofre mitose, formando 8 núcleos haploides, que formam 8 esporos. Quando os ascósporos germinarem, darão origem a um micélio uninucleado e outro haploide, que se reproduzem assexuadamente por conidiósporos.
Estes organismos vivem, também, em locais úmidos e ricos em matéria orgânica, e são facilmente encontrados na natureza na forma de orelhas-de-pau.


BASIDIOMICETOS:
Esse grupo possui estruturas na forma de bastões, chamados basidiósporos. Eles têm uma importância variada, tanto do ponto de vista ecológico quanto nos setores de alimentação, biotecnologia e medicina. Os fungos deste filo podem ser encontrados na forma de micélios, quando leveduriformes, sendo a primeira sua fase dominante. O micélio é sempre septado, e possuindo o micélio primário uma estrutura haploide. Esses fungos podem se apresentar na forma haploide e dicariótica (presença de dois núcleos distintos dentro da célula).
Ao contrário dos ascósporos, os basidiósporos são exógenos e encontrados em quatro por basídio, normalmente. Em vários grupos, ocorre uma dispersão por meio de uma descarga violenta de esporos. Esses esporos são denominados balistosporos. Sabe-se que a gota hilar encontrada na base dos basidiósporos está relacionada à descarga de balistosporos. Os tipos e formas de basídios são características muito utilizadas para a identificação dos grupos de Basidiomicetos.
A reprodução dos Basidiomicetos pode ocorrer de duas formas: assexuada e sexuada. A forma assexuada pode consistir na divisão do talo, brotamento ou produção de vários esporos assexuais. O início da fase sexuada dá-se pela fusão entre células haploides compatíveis, tornando-se células dicarióticas. Esse micélio dicariótico dá origem aos basídios onde, na formação desses esporos, ocorre a união dos núcleos. Não apenas na formação dos basídios, mas também na formação de novas células do micélio secundário, há formação de um gancho denominado ansa ou fíbula.
Os Basidiomicetos podem apresentar um micélio visível, responsável pela reprodução do grupo, onde são armazenados os basídios. Tal conjunto é chamado de basidioma. Todos os fungos que apresentam essa estrutura pertencem ao grupo, mas a ausência dessa característica não o exclui do mesmo, podendo pertencer de classes que não possuam basidiomas. Outros ainda podem apresentar diferentes formas, como gelatinosas, carnosas, secas, etc.

File:Fungo basidiomicetos.jpg


ASSOCIAÇÕES DE FUNGOS COM OUTROS SERES:
Líquens:
Os liquens são a associação de um ascomiceto ou basidiomiceto com uma alga verde ou uma cianobactéria. É uma associação mutualística, e as vezes a separação dos seres pode leva-los à morte. O corpo do líquen recebe o nome de talo. Na nutrição deste, a alga ou cianobactéria (que são fotossintetizantes) fornece a matéria orgânica para ambos os organismos, e o fungo proporciona a absorção de matéria orgânica e nutrientes, além de sais minerais e umidade. Em locais inóspitos, os líquens normalmente são os primeiros organismos a aparecer, e por isso são, muitas vezes, considerados uns dos organismos pioneiros, que primeiro habitaram a Terra, e podem ser encontrados em rochas, no solo, e em troncos de árvores.
Os líquens são importantíssimos para o meio ambiente, já que em alguns locais muito poluídos, sua morte avisa essa poluição e dá ao ser humano a chance de corrigi-la. O fungo se reproduz individualmente, produzindo esporos (tanto sexuais quanto assexuais). Já a alga s apenas reproduz-se assexuadamente, por meio de pequenos fragmentos que se desprendem do talo.


Micorrizas:

São associações entre fungos e raízes de plantas. A planta fornece compostos orgânicos e o fungo fornece a ela os nutrientes e sais minerais necessários, como os de nitrogênio e fósforo. A presença de micorrizas reduz a necessidade do uso de fertilizantes ricos em fósforo, o que aumenta a produtividade.